BIGORNA
- Clube da Cutelaria

- 14 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de out. de 2020

Antes da primeira bigorna de ferro surgir, no Egito antigo, um objeto semelhante, porém feito de pedra, já era utilizado, especula-se inclusive que até pedaços de meteoritos, feitos de ferro e níquel, também teriam sido usados com a mesma finalidade.
Porém somente na Idade Média as bigornas se tornaram realmente populares. Nesse período ferreiros, profissionais responsáveis por manipular ferro e outros metais fabricavam as armas, instrumentos de luta e caça: como armaduras, facas espadas e ferramentas para uso rotineiro em suas aldeias e feudos.
A bigorna serve para diminuir o esforço feito pelo ferreiro no forjamento do produto metálico, pois ela devolve parte da energia da martelada por ser mais resistente que o material a ser trabalhado.
O formato da bigorna mudou pouco em milhares de anos, em razão de sua funcionalidade e resistência, consistindo, de forma geral, em um bloco maciço de metal (frequentemente, com dois furos na parte superior), um chifre (ou ponta) e um calcanhar.
O bloco maciço tem parte superior temperada chamada "face", extremamente dura e resistente, de modo a preservar a forma e a integridade da superfície com o uso. Esta parte é geralmente plana, mas existem bigornas com topo curvo utilizadas em aplicações específicas.
A parte não endurecida, chamada "mesa", é utilizada para trabalhos com o cinzel.
A maioria das bigornas possui dois furos: um quadrado, para o encaixe de instrumentos de corte e moldagem; outro redondo, chamado "furo de ponteira", utilizado para se fazer furos no metal.

Bigornas primitivas (medievais) e japonesas, por outro lado, possuem bem menos detalhes, assemelhando-se a grandes blocos de ferro com algumas superfícies curvas.
O termo "bigorna" é originário do latim, porém há divergência quanto a palavra que lhe deu origem. Alguns defendem sua origem na palavra Incus (que corresponderia à própria bigorna), forma derivada de Incudere, que significa "golpear, malhar, forjar". Por outro lado, há quem afirme que o termo tem origem no palavra bicornia, plural de bicornis, que significaria “com duas pontas” (resultante da conjugação de bi-, “dois”, e cornis, “chifre, ponta, extremidade aguçada”).
Bigorna feita com trilho de trem: NÍVEL HARD! Com Alexandre Biguna
Estrutura feita com aço de trilho de trem, Chifre em tarugo redondo de 75mm aço 1045 e base em aço A36. Todas as Soldas feitas no processo MAG com arame 1.2
CURIOSIDADE
Desde a Revolução industrial (Século 19) a bigorna ‘caiu de moda’, nesse período os EUA abandonaram drasticamente o uso dela por questão do surgimento de novas ferramentas e tecnologias. O abandono de bigornas nos Estados Unidos fez surgir o inusitado passatempo de disparo de bigorna, que consiste em lançar bigornas no ar com a ajuda de explosivos (TNT), o que refletiu nos desenhos animados que assistimos até hoje.
Em New Westminster, no Canadá, no dia 28 de maio, desde de 1859, comemora-se o Victoria Day, em homenagem à Rainha Vitória do Reino Unido, cuja cerimônia conta com "21 tiros" de saudação à Rainha, que consistem em 21 disparos de bigornas




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